
A maternidade é exigente. As noites interrompidas, as responsabilidades constantes e a necessidade de estar sempre disponível fazem parte da realidade de muitas mães.
Mas existe uma diferença entre o cansaço esperado desta fase e um estado de exaustão persistente que parece não melhorar, mesmo quando surge uma oportunidade para descansar.
Quando o desgaste se acumula durante demasiado tempo, podemos estar perante um fenómeno conhecido como burnout materno.
O burnout materno não significa falta de amor pelos filhos nem falta de capacidade para cuidar deles.
Trata-se de um estado de exaustão física, emocional e mental provocado pela sobrecarga prolongada associada à maternidade.
Muitas mães descrevem a sensação de estarem constantemente a dar mais do que aquilo que conseguem recuperar.
Quando pensamos em esgotamento, imaginamos alguém completamente sem energia.
Mas o burnout materno pode surgir de formas mais subtis.
Alguns sinais frequentes incluem:
Muitas vezes, estes sinais são normalizados e atribuídos apenas ao facto de ter filhos pequenos.
O burnout materno raramente resulta de um único fator.
Normalmente surge pela combinação de várias circunstâncias:
Quando a exigência é constante e os recursos são insuficientes, o desgaste torna-se inevitável.
Muitas mães reconhecem que estão exaustas, mas sentem culpa por admiti-lo.
Existe a ideia de que uma boa mãe deve conseguir dar conta de tudo com paciência, disponibilidade e gratidão permanentes.
Mas cuidar de uma criança não elimina as necessidades da mulher que cuida.
Ignorar os próprios limites não protege a família. Pelo contrário, aumenta o sofrimento e dificulta o bem-estar de todos.
O acompanhamento psicológico não serve apenas para momentos de crise.
Pode ser um espaço para:
Muitas mães acreditam que precisam de esperar até estar completamente esgotadas para procurar ajuda.
Mas o sofrimento não precisa de atingir um limite extremo para merecer atenção.
Cuidar de si não é um luxo nem um ato egoísta. É uma condição importante para conseguir sustentar, a longo prazo, o cuidado que oferece aos outros.
O burnout materno não acontece porque uma mãe é fraca. Acontece, muitas vezes, porque tentou ser forte durante demasiado tempo.